| EFEITOS OBTIDOS COM A APLICAÇÃO DO ULTRA-SOM NO TRATAMENTO |
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RESUMO O fibro edema gelóide (FEG), popularmente conhecido como “celulite” é um problema que acomete muitas mulheres, podendo proporcionar, além de transtornos estéticos, problemas álgicos, psicológicos e sociais. O objetivo desse trabalho foi analisar o efeito do ultra-som terapêutico sobre o FEG. Para isso foi realizada uma pesquisa quase experimental do tipo estudo de caso, sendo estudada uma paciente do sexo feminino, 21 anos de idade, cor branca, 52 quilos, 1,58 metros, nuligesta, aparecimento do FEG na adolescência, graus 1 e 2 nas regiões glútea e superior da coxa. Foram utilizados ficha de avaliação, registro fotográfico e uma escala de opinião. A paciente foi submetida a 20 sessões de aplicação do ultra-som, 0,6 w/cm², 3 MHz, modo contínuo, na região dos glúteos e porção superior das coxas. Ao final do tratamento, observou-se redução do FEG grau 1 e 2 e a paciente referiu estar satisfeita com os resultados. Assim, o ultra-som mostrou-se como um recurso eficaz no tratamento do FEG. Sugere-se conciliar ao tratamento com o ultra-som, uma prática de atividade física, dieta alimentar e drenagem linfática. INTRODUÇÃO O fibro edema gelóide (FEG), popularmente conhecido como "celulite", segundo Guirro; Guirro (1992), é uma afecção que provoca deficiência na circulação sanguínea e linfática, hipotonia muscular freqüente, podendo levar à quase total imobilidade dos membros inferiores, além de dores intensas e problemas emocionais. Pode estar presente em três graus diferenciados de acordo com suas manifestações. Existem diversos nomes utilizados para designar o FEG, como lipodistrofia localizada, infiltração celulítica, hidrolipodistrofia, infiltração celulálgica, etc. Entretanto, a definição fibro edema gelóide tem-se demonstrado como conceito mais aceito atualmente para descrever esse quadro. Vários recursos são utilizados para o tratamento do FEG, no entanto, poucos apresentam resultados satisfatórios. Dentre os recursos, o ultra-som, de acordo com seus efeitos biofísicos específicos, vem destacando-se como um dos mais utilizados. JUSTIFICATIVA As exigências impostas pelo atual padrão de beleza têm trazido maior preocupação com o diagnóstico e controle de algumas síndromes dermato-funcionais. Dentre elas o FEG aparece como uma das mais agressivas formas de interferência nesse parâmetro. O alto grau de insatisfação por parte das pessoas acometidas pelo FEG determina, além de problemas estéticos, sérias alterações psicológicas e sociais. Várias propostas terapêuticas são veiculadas ao público, porém poucas com resultados efetivos. Este fato pode ocorrer por haver, no lugar de promoção da saúde, propagandas enganosas, falta de esclarecimento dos pacientes e profissionais inabilitados, gerando grandes frustrações tanto aos pacientes quanto aos profissionais. Isso acarreta descredibilidade quanto à eficácia dos tratamentos e a possível solução do problema. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS Quanto aos dados da avaliação, foi estudada uma paciente do sexo feminino, cor branca, menarca aos 12 anos, nuligesta, faz uso de anticoncepcional hormonal oral, sedentária, relatou aparecimento do FEG na adolescência, na região de glúteos e coxa, 52quilos, 1,58 metros de altura, IMC de 20,83. Para Campos (2000), as mulheres são mais atingidas pelo FEG devido ao fato de terem duas vezes mais células adiposas que o homem. O surgimento pode acontecer após a puberdade, em função das alterações hormonais ocorridas nesse período. A falta de exercício físico, segundo Campos (2000), diminui a capacidade circulatória, diminuindo a drenagem e a oxidação de toxinas. Na inspeção, apresentou pele em “casca de laranja”, com estrias na região glútea e microvarizes nos glúteos e coxas, sendo que o lado esquerdo apresentava-se mais acometido que o lado direito, embora não apresentasse nenhuma alteração postural que justificasse essa diferença. O teste da casca de laranja teve resultado positivo e o teste da preensão, negativo. O grau do FEG da paciente em questão é grau 1 e 2, do tipo flácido, brando ou difuso. Ciporkin; Paschoal (1992) referem que no tipo flácido de FEG, a circulação faz-se mais lenta, as veias se dilatam, provocando o aparecimento de varizes, veias varicosas e ramificações de microvasos. De acordo com Ulrich apud Guirro; Guirro (2002), o FEG grau 1 é percebido pela compressão do tecido entre os dedos ou da contração muscular voluntária. E o de grau 2 apresenta depressões visíveis mesmo sem compressão dos tecidos, podendo ficar mais aparentes mediante a compressão dos mesmos.Segundo Guirro; Guirro (2002, p. 364) “Os estágios do fibro edema gelóide não são totalmente delimitados, podendo ocorrer uma sobreposição de graus em uma mesma área de uma mesma paciente”.
Fonte: http://www.fisio-tb.unisul.br/Tccs/02b/elaine/artigoelainepickleroenning.pdf |
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