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Clínica Esportiva

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'Gene da magreza' é associado a problemas no coração

Genes que produzem pessoas magras foram associados a problemas no coração e à Diabetes do tipo 2 - condições normalmente vinculadas ao excesso de peso.

O estudo, feito pelo Medical Research Council da Grã-Bretanha, sugere que variantes do gene IRS1 reduzem a gordura sob a pele, mas não têm efeito sobre a gordura presente nas vísceras, em torno de órgãos como o coração e o fígado - muito mais perigosa.

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Glutamina

A glutamina é o aminoácido livre mais abundante no plasma e tecido muscular, aproximadamente 80% da glutamina corporal se encontra no músculo esquelético.

Vale lembrar que a glutamina não é um aminoacido essencial, sendo produzida pelo musculo esquelético, pulmões, fígado e cérebro.

A glutamina é utilizada em altas concentrações por células de divisão rápida, incluindo enterócitos e leucócitos(sistema imune), para fornecer energia e favorecer a síntese de nucleotídeos. Alem de prevenir o catabolismo é capaz de estimular a sintese proteica (Aumento de massa muscular), possue um grande papel no fortalecimento do sistema imunologico e pode promover um aumento na concentração plasmatica de GH(hormonio do crescimento).

Estudos na area esportiva têm demonstrado diminuição significativa das concentrações plasmática e tecidual de glutamina durante e após exercício intenso e prolongado. Por esse motivo pode haver um esgotamento nos niveis de glutamina na musculatura causando possiveis danos a propria musculatura e ao sistema imunologico, que propiciaria o ambiente perfeito para infecções oportunistas.

Os tecidos que são primariamente consumidores de glutamina – células da mucosa intestinal, leucócitos e células do túbulo renal e fígado (tambem produz). A mucosa intestinal é o maior consumidor de glutamina, com isso a suplementação oral teria dificuldade em induzir um aumento na concentração plasmatica de glutamina. Porem esta suplementação pouparia os estoque de glutamina do corpo aumentando a disponibilidade para outros tecidos.

Estudos relacionando glutamina e o volume celular demonstram que o transporte desse aminoácido para o meio intracelular promove concomitantemente uma elevação na captação de íons sódio, o que aumenta o volume da célula e pode ser considerado como um sinal anabólico, uma vez que o volume celular altera favoravelmente o turnover protéico, promovendo a síntese protéica e aumentando a disponibilidade de substratos para os diversos sistemas envolvidos no processo de reparação tecidual.

Desse modo, a suplementação com glutamina pode representar uma intervenção nutricional eficaz na recuperação de indivíduos com traumas e submetidos a situações extremamente catabólicas, como as decorrentes do exercício físico uma vez que atenua a degradação dos estoques de antioxidantes corporais.

Dr. Rafael Reno

 
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