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Clínica Esportiva

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Estratégias dietéticas para prevenção de distúrbios alimentares em trabalhadores noturnos

 

 Autor: Janete Neves

Introdução

  

No auge de uma mudança global a sociedade cria a necessidade de trabalhos em turnos ininterruptos. A forma de organização do trabalho vem se modificando, a fim de satisfazer novas necessidades de grupos que formam a sociedade. Frente a essa realidade de tempo e trabalho, a produção começou a se estabelecer pela continuidade de atividades, e se instituiu o trabalho em turnos como uma forma de otimização do tempo e valorização da força de trabalho. 1

  

Observa-se uma grande procura dos profissionais pelo trabalho noturno, que pode estar relacionada com interesses financeiros, pelo acréscimo do adicional noturno, necessidade de conciliar atividades do ensino, vida pessoal e outros empregos nessa totalidade tornando o trabalho noturno motivante para quem o pratica. Reggioli (2003) afirma que a organização do trabalho noturno em turnos, embora não possa ser responsabilizado diretamente pelo estado nutricional dos trabalhadores, afeta o consumo alimentar adequado. 1,2

  

No Brasil as doenças cardiovasculares são as principais causas de mortalidade, vitimando aproximadamente 300 mil brasileiros ao ano. Maial et al (2007) observou em seu estudo a  pressão arterial significativamente elevada, quando se considera o turno de trabalho, foi superior entre os trabalhadores noturnos em relação ao trabalhadores diurnos. A influência do trabalho rotativo em três turnos sobre a distribuição cicardiana do consumo alimentar e os níveis de colesterol, de trabalhadores da indústria na Suécia, constataram que refeições do período noturno se relacionaram com níveis de colesterol sérico total mais elevados. Em Santa Catarina, Brasil verificou consumo energético maior entre os trabalhadores noturnos. 3,6

  

O turno noturno apresenta diferenças significantes em relação à faixa etária, gênero, possuir outro emprego, fumo, IMC em mulheres, consumo de café, refrigerante à base de cola, refrigerantes, chicletes, balas, suco de frutas pronto para beber e salgadinhos/biscoitos. A distribuição do consumo alimentar ao longo das 24 horas pode ser um reflexo do turno ao qual o trabalhador está submetido. 4,5

  

O objetivo da presente revisão compreende em revisar a literatura científica sobre procedimentos envolvidos ao hábito alimentar de trabalhadores noturnos, bem como suas possíveis implicações no desenvolvimento do trabalho.

 

 

Método



 

Foi realizada uma revisão bibliográfica de artigos científicos indexados, em língua portuguesa e inglesa, obtidos através de pesquisa de bancos de dados eletrônicos nas bases Scielo, Pubmed, Sience Direct e Bireme publicados a partir do ano 2000.

 

 

Desenvolvimento

 

A literatura mostra que o trabalho noturno apresenta algumas alterações de saúde apontadas pelos profissionais que atuam no turno noturno, como insônia, ansiedade e distúrbios gastrointestinais, apontam para a necessidade de implantar programas educativos e ações preventivas junto ao grupo de profissionais. Nos últimos 20 anos, pesquisas têm documentado claramente os efeitos benéficos da nutrição na performance e o bem-estar. 1,7

  

Em qualquer profissão a qualidade do trabalho conquista posições privilegiadas no mercado em que a empresa está inserida. Por um lado, as mudanças nos últimos tempos possibilitam melhorias no desenvolvimento organizacional, e, por outro, demandam mudanças radicais por parte dos gestores e dos governos. Condições mais seguras e saudáveis no ambiente de trabalho melhoram sensivelmente a adaptação da atividade e da pessoa que a realiza proporcionando lhe maior conforto, bem-estar e produtividade do trabalho.   9,8

  

O homem é uma máquina que consome energia, mesmo parado. No entanto, na grande maioria das vezes a utilização de máquinas nas operações tem uso apenas como auxilio no desempenho de tarefas. Em muitas atividades existe forte necessidade de uso dos sentidos como tato e a visão. Determinado dispêndio energético pode causar diferentes exigências do sistema cardíaco, dependendo das condições como temperatura do ambiente, tipo de trabalho (estático, dinâmico) e número de músculos envolvidos no trabalho dinâmico. 8

  

O avanço cientifíco-tecnológico impôs novos padrões de desenvolvimento econômico, em que a automação e a flexibilização do processo produtivo provocaram alterações nas economias de escala. Internamente, foi necessário estruturar novas parcerias e aproximar pesquisador e empreendedor. Ainda é necessária a adequação da estrutura organizacional para permitir e incentivar a criação de novas idéias. A qualidade de um produto está baseada na tríade processo-tecnologia-pessoas e esta junção conduz a organização a um patamar de capacitação que eleva seus processos e produtos à qualidade desejada O envolvimento de todos os funcionários da organização no processo de tomada de decisão e a qualidade de troca de informação aumenta consideravelmente, resultando em maiores índices de aprendizagem, visto que a qualidade do produto esta associada ao no know how dos funcionários. Cruzi et al (2004) propõem investimento maior nas pessoas que possam vir a ser  uma equipe produtiva. 9

  

Não há dúvidas, os hábitos alimentares afetam decisivamente a saúde, devem tornar as regras nutricionais flexíveis às necessidades da corporeidade singular, uma adaptação que se dá na realidade com a compreensão das vivências do indivíduo, com o devido conhecimento e reflexão sobre seus conflitos internos e ambivalências. Há neste embate uma adaptação das regras, que se propõem a manter um corpo em boas condições de funcionamento, mas que nem sempre coincide com a necessidade da corporeidade, Uma obediência rígida às recomendações nutricionais certamente restringiria as possibilidades de integrar o conhecimento racional à realidade complexa do indivíduo, e reforçaria o mito de que a problemática da obesidade se resolve simplesmente na elaboração de uma dieta que cumpra recomendações nutricionais. 10

  A quantidade de substratos necessários durante a atividade do trabalho, depende de muitos fatores (tamanho corpóreo, composição corpórea, idade, sexo, categoria do trabalho, clima, estresse, hormônios). 12  

A relação do trabalho noturno a percepção dos profissionais do meio da enfermagem , acerca da ocorrência de alterações de saúde após o ingresso no trabalho noturno (62%) dos respondentes afirmaram ter apresentado alterações, dentre as quais se destacam no estado emocional, distúrbios gastrointestinais, constipação e problemas cardíacos, contudo observa-se uma certa ambi-valência ente os trabalhadores noturno, pois, ao mesmo tempo que apontam elevado nível de satisfação (95%), expressam vantagem na oportunidade financeira e convívio familiar e desvantagem em aspectos psicológicos, relacionados ao sono, envelhecimento e desgaste emocional. 1

  

O sono tem sido apontado como uma importante variável, em que a alteração no tempo de dormir tem sido maciçamente associada a um descontrole de a ingestão alimentar e à obesidade. Vários estudos epidemiológicos recentes correlacionam a curta duração do tempo de sono com o aumento do índice da massa corporal (IMC) em diferentes populações. 11

  

Sabemos hoje que um organismo passa cotidianamente por processos de ajuste de seus ritmos, através da ação de ciclos ambientais que arrastam nossos sistemas de temporização. Os ritmos biológicos observados nessas condições de isolamento são conhecidos como “ritmos em livre-curso”, ou seja, há ausência de sinais temporais no ambiente, ação endógena. No humano o ciclo claro/escuro é reconhecidamente um dos mais importantes sinais ambientais capazes de “acertar nossos relógios”, mas há também um papel importante desempenhado por estímulos sociais como horários de trabalho, lazer, refeições, enfim, interações sociais. O fato de distintos ciclos ambientais exercerem influência sobre nossos sistemas de temporização promove uma relativa plasticidade que nos permite, por exemplo, alterarmos nossa rotina ou adaptarmos-nos a mudanças de fuso horário. No entanto, há limites para essa plasticidade, que impedem, por exemplo, a adaptação completa de nossos ritmos biológicos ao trabalho noturno. 13

 

 

Vários estudos prévios apontam que uma duração do sono menor que 6 horas é associada a um IMC elevado e à obesidade. Um estudo recente Crispim et al (2007) relata que o encurtamento do tempo de sono, muito comum nas sociedades modernas, é um fator predisponente para o aparecimento da obesidade. A diminuição do tempo de dormir pode modificar o padrão endócrino que sinaliza fome e saciedade por meio da diminuição dos níveis da leptina e aumento nos níveis da grelina, e até mesmo alterar as escolhas alimentares. Dessa forma, a modificação do padrão de sono pode levar a desajustes endócrinos que induzem ao aparecimento da obesidade .

 

 

Distúrbios Alimentares associados à alimentação noturna

 

Síndromes clínicas relacionadas aos trabalhadores noturnos

 

Ansiedade é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de medo, perigo ou tensão, marcada por sesações corporais desgradaveis, tais como uma sensação de vazio no estomago, coração batendo rápido, nervosismo, aperto no tórax, transpiração, etc. Inibidores específicos da recaptação de serotonina podem ser utilizados no tratamento da obesidade e estão indicados quando a obesidade está associada à depressão, ansiedade ou compulsão alimentar. 14, 15

 

A prisão de ventre, também chamada de obstipação ou constipação intestinal, é caracterizada pela dificuldade constante ou eventual da evacuação das fezes, que se tornam ressecadas. Esta, não deve ser considerada como uma doença, mas como um sintoma ou efeito de alimentação deficiente, estresse e outros problemas que fazem com que o organismo responda retendo as fezes por um período maior do que o normal. Para um melhor funcionamento do organismo deve-se melhorar os hábitos das escolhas alimentares. Menezes, 2008 propõem o uso de Xilooligossacarídeos são oligômeros de açúcar formados por unidades de xilose, que aparecem naturalmente em frutos, vegetais, leite e mel. Os oligossacarídeos em termos de estabilidade e efeitos à saúde, como o estímulo ao crescimento de probióticos (principalmente Lactobacillus sp. e Bifidobacterium bifidum), juntamente à inibição do crescimento de microrganismos patogênicos, promovendo uma série de benefícios ao organismo. quais os distúrbios alimentares relacionados. 15, 16

 

Em decorrência da ingestão destes compostos, atribuem-se diversos efeitos benéficos à saúde, como, por exemplo, a prevenção de cáries dentárias, a diminuição dos níveis séricos de colesterol total e de lipídeos e o estímulo do crescimento de Bifidobactérias no trato digestivo. Entre os oligossacarídeos utilizados, os XOS possuem a vantagem de serem obtidos através de fontes altamente disponíveis e de baixo custo, como os resíduos florestais e agroindustriais, e de possuírem as propriedades prebióticas semelhantes ou superiores às dos demais compostos, como os frutooligossacarídeos (FOS) e isomaltooligossacarídeos (IOS). Como ingrediente em alimentos, os XOS possuem um odor aceitável e são agentes anticarcinogênicos, de baixa caloria, sendo utilizados em dietas antiobesidade, e prevenção de infecções gastrointestinais. No processamento dos alimentos, os XOS apresentam vantagens sobre a inulina em termos de resistência para os ácidos em aquecimento, sendo utilizados em sucos de baixo pH e bebidas carboidratadas. 15

 

Pesquisadores de todo o mundo têm procurado fazer associações entre padrões alimentares e riscos de morbidade e mortalidade. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, notou-se, nos Estados Unidos, grande aumento na incidência de doenças cardiovasculares e, a partir dos anos 50, pesquisas indicaram pela primeira vez a associação entre concentrações de colesterol sérico e problemas cardíacos. Surgiram, então, as primeiras recomendações, por parte de cientistas e da American Heart Association (AHA), para diminuição da ingestão de gordura, principalmente a saturada, para homens com níveis de colesterol altos, a fim de promover a saúde e evitar problemas tais como o aumento da adiposidade e dislipidemias. 17

 

Alimentação desorganizada

 

O crescente aumento de problemas de saúde relacionados ao comportamento tem direcionado diversas instituições governamentais, não-governamentais, científicas e acadêmicas - de instâncias que vão desde o nível local até o internacional - ao desenvolvimento de ações de promoção de modos de vida mais saudáveis. Para a população, metas de ingestão de nutrientes é recomendada o consumo de, pelo menos, 400g de frutas, legumes e verduras diariamente para a prevenção de Doenças Crônicas Não-Transmissíveis DCNT, como doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e obesidade. 18

 

É necessário mudar e reorganizar as rotinas alimentares para padrões mais próximos do ideal, porém mudanças que afligem o caráter sócio-cultural de forma muito incisiva, impactante e repentina, terão sua implementação dificultada, pois sofrerão uma grande resistência por parte da população, uma vez que a percepção de confiança e desconfiança em comunicadores de riscos alimentares apresenta extrema robustez. Isso porque a adoção de um novo comportamento direcionado à redução da exposição a um risco e ao aumento da proteção contra outro, passa pela construção social desses riscos. Isto é, o risco passa por um julgamento social que decidirá se ele será eleito ou não um risco para uma determinada sociedade ou classe pertencente a essa. 18

 

Relação do trabalhador com a alimentação

 

Grandes empresas apresentam refeitórios, conclui Gines et al (2008) que a maioria dos cardápios teve baixa oferta de frutas e hortaliças (63,9%) e gordura poliinsaturada (83,3%) e excesso de gorduras totais (47,2%) e colesterol (62,5%). O grupo composto principalmente por empresas de médio e grande porte do setor industrial e de serviços, com gestão terceirizada e supervisão de nutricionista, teve, em média, refeições com maior valor energético (P < 0,001), maior porcentagem de gorduras poliinsaturadas (P < 0,001), maior quantidade de colesterol (P = 0,015) e maior quantidade de frutas e hortaliças (P < 0,001) do que o agrupamento 1, composto por micro e pequenas empresas do setor de comércio, tendo autogestão como modalidade e sem supervisão de nutricionista. 19

 

A nutrição moderna racionalizou as dietas na necessidade urgente de salvar vidas e garantir braços fortes para o trabalho. A fome no mundo excede os limites da compreensão, constituindo um estado de emergência. No entanto, para elaborar políticas de alimentação é preciso compreender que a relação entre alimentação, saúde e corpo vai além da capacidade que o alimento tem de fornecer energia e nutrientes, e vai além do direito constitucional que temos ao alimento nosso de cada dia. A alimentação possui também um significado vital de fraternidade e confiança no ambiente em que vivemos. A retomada do alimento como expressão cultural, como comida, como energia, como lembrança, como sabor, como prazer, é indispensável à valorização e à promoção do consumo de frutas, legumes e verduras, como componentes de uma alimentação saudável. 10,18

 

Recomendações

 

Em vista dos potenciais efeitos maléficos que o trabalho noturno pode proporcionar sobre a saúde e sobre o desempenho no trabalho, é extremamente importante dar ênfase para os efeitos colaterais provenientes da categoria do trabalho.  Uma projeção linear das descobertas até este momento aponta para uma sociedade que controla tecnicamente o tempo biológico. A expectativa média da vida humana vem sendo alargada nas últimas décadas em função da qualidade/quantidade de alimentos e recursos da saúde. A novidade é que agora contemplamos a possibilidade de intervir na intimidade dos processos que determinam a duração da vida. O que nos parece tarefa atual relevante é associarmos o conhecimento dos mecanismos ao re-conhecimento das situações que criamos e às quais nos submetemos ao longo da vida. 13

 

A necessidade de adoção de medidas preventivas direcionadas à redução da incidência das doenças crônicas não-transmissíveis. Tal fato compeliu a OMS à proposição de uma estratégia mundial de prevenção apoiada na promoção de práticas alimentares saudáveis. Uma das principais recomendações da estratégia mundial é o aumento do consumo de frutas, verduras e legumes, tendo como referência a recomendação de consumo mínimo diário de 400 g, equivalente a cinco porções desses alimentos. 18,20

 

O segmento de refeições coletivas apresenta importante papel em termos de economia e saúde pública, à medida que afeta o estado de saúde e o bem-estar da população por meio da qualidade do alimento que produz. A principal orientação de serviços de alimentação e nutrição institucionais baseia-se na oferta de refeições nutricionalmente equilibradas e seguras quanto à qualidade higiênico-sanitária e, adicionalmente, recuperação ou manutenção da saúde dos indivíduos. Redução do teor de açúcar refinado da dieta, restrição do consumo de sal, entre outros. 20

 

Um fator protetor em relação ao peso corporal refere-se ao equilíbrio na distribuição de calorias entre diversas refeições ao longo do dia. A provisão do valor calórico total (VCT) durante o dia alimentar é usualmente distribuída entre seis refeições, sendo três principais (café da manhã, almoço e jantar) e três intermediárias (lanches da manhã, tarde e noite). 20

 

Trabalho noturno cria o cenário favorável para que se montem armadilhas temporais. Nos horários irregulares de trabalho, tipicamente no esquema de turnos alternantes, nos quais se trabalha uma semana pela manhã, na semana seguinte à tarde e na terceira semana à noite. A suposição é de que somos capazes de nos adaptar a essas mudanças sem maiores custos. O que chama a atenção é o efeito de atenuação ou mesmo de abolição da ritmicidade biológica que caracteriza o indivíduo saudável. Trabalhadores em turnos ou noturnos são freqüentemente indivíduos desorganizados temporalmente, nos quais a seqüência de eventos que caracteriza a Organização Temporal Interna e Externa está rompida. 13

 

            O quadro 1 apresenta estratégias para ajudar os profissionais de saúde a trabalharem com qualidade de vida e melhora do desempenho de trabalhadores noturnos.

 

Quadro 1 - Estratégias nutricionais para trabalhadores noturnos

 §         Dividir a alimentação diária em 5 ou 6 refeições;

§         Uso de refeições e lanches pequenos;

§         Evitar a ingestão de refeições volumosas, ricas em gorduras, principalmente 2 a 3hs antes de dormir;

§         Evitar alimentos ácidos e muito condimentados;

§         Alimentos ricos em proteínas e moderados em gorduras são recomendados, com calorias suficientes para manter o peso;

§         Somente quantidades muito pequenas de doces hipertônicos e concentrados devem ser ingeridas. Nestes estão inclusos refrigerantes, sucos industrializados, tortas, bolos, biscoitos e sobremesas congeladas;

§         Manutenção do equilíbrio de líquidos e eletrólitos, assegurar a hidratação adequada;

§         Manutenção mais próximo possível do nível de glicose sanguínea normal;

§         Evitar o consumo de alimentos com alto teor de sódio, carnes e peixes defumados processados ou salgados (bacon, salsicha, anchovas, presunto, peito de peru, rosbife, etc);

§         Evitar lanches salgados (batata chips, tortilla chips, salgadinho de milho chips, roscas salgadas, nozes salgadas, pipocas e bolachas;

§         Evitar molhos de salada preparados, condimentos, temperos, molho inglês, molho barbecue, molho de soja, catchup, picles, mostarda, azeitonas, chucrute

§         Consumir todos os tipos de frutas: frescas, congeladas e enlatadas;

§         Consumir bebidas: água, leite, todos os suco de frutas naturais, suco de hortaliças, café e chá;

§         Evitar consumir bebidas alcoólicas, achocolatados, milk shake;

§         Consumir batatas e tubérculos ou doces; abóbora; arroz, talharim, espaguete

§         Evitar consumir pães recheados;

§         Consumir hortaliças frescas, congeladas ou enlatadas com baixo teor de sódio;

§         Dieta Leve não irritante: chá com limão, frutas, picolés, sopas com base em caldos;

§         Aumento da ingestão de fibras dietéticas;Fonte: Mahan, 2003

Conclusões

 

O caminho ideal para tratamento das desordens alimentares em trabalhadores noturnos deve envolver equipe multiprofissional que inclui coordenação e apoio dos médicos ocupacionais, nutricionistas, psicólogos, família e companheiros de trabalho. A contribuição da ergonomia para o desencadeamento desses problemas precisa ser bem entendida, para que as organizações e os indivíduos envolvidos assumam os seus papéis e responsabilidades. Estes incluem adoção de práticas que reduzam os riscos, identificação precoce do problema e aplicação de terapia apropriada. Neste caminho, embora os riscos não possam ser totalmente eliminados, cria-se a possibilidade de pelo menos serem minimizados, contidos e gerenciados.

 

Técnicas de modificação de comportamento e sugestões para soluções de problemas devem ser mais estudadas. O ideal é não ficarem muitos anos nesse tipo de trabalho, que é bastante desgastante.

 

Os conhecimentos atuais devem ser continuamente compartilhados, recriado e utilizado pelos indivíduos. Uma empresa de qualidade depende da qualidade das tarefas diárias, contudo precisa de funcionários saudáveis e ativos para esse resultado final.

 

         

Referências bibliográficas

 

1 - Magalhães, A. M. M.; Martins, C. M. S.; Falk, M. L. R.; Fortes, C. V.;Nunes, V.B. Perfil dos profissionais de enfermagem do turno noturno do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Revista HCPA, Vol. 27, No 2 (2007).

 

 

2 - Reggioli, Marcia Regina.  A organização do trabalho noturno e em turnos de revezamento de 12 horas: um estudo de caso sobre hábitos alimentares e avaliação nutricional. Apresentada a Universidade de São Paulo. Faculdade de Ciências Farmacêuticas. Faculdade de Economia e Administração. Faculdade de Saúde Pública para obtenção do grau de Mestre. São Paulo; s.n; 2003.

  

3 – Maial, Cyntia Oliveira; GoldmeierII, Silvia; MoraesII, Maria Antonieta; BoazII, Marta Regina; AzzolinII, Karina. Fatores de risco modificáveis para doença arterial coronariana nos trabalhadores de enfermagem. Acta paul. enferm. vol.20 no.2 São Paulo Apr./June 2007.

 

 

4 - Cristofoletti, Maria Fernanda.  Avaliação do estado nutricional de operadores de telemarketing submetidos a três turnos fixos de trabalho. Apresentada a Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública. Departamento de Saúde Ambiental para obtenção do grau de Mestre. São Paulo; s.n; 2003. [108] p.

 

 

5 - Pasqua, Iara Cecília. Comportamento alimentar e estado nutricional de trabalhadoresem turnos: uma abordagem cronobiológica. Apresentada a Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública. Departamento de Saúde Ambiental para obtenção do grau de Mestre. São Paulo; s.n; 2003. [144] p. ilus, tab.

 

 

6 - MEDEIROS, Maria Angélica Tavares de, CORDEIRO, Ricardo, ZANGIROLANI, Lia Thieme Oikawa et al. Estado nutricional e práticas alimentares de trabalhadores acidentados. Rev. Nutr., Nov./Dec. 2007, vol.20, no.6, p.589-602. ISSN 1415-5273.

7 – Henrique, Flávia Conceição dos Santos; Lira, Pedro Israel Cabral; Santos, Sandra Maria Chaves dos; Andrade, Sonia Lucia Lucena Sousa. Tendência do campo de avaliação de intervenções públicas de alimentação e nutrição em programas de pós-graduação no Brasil: 1980-2004. Cad. Saúde Pública vol.23 no.12 Rio de Janeiro Dec. 2007. ISSN 0102-311X

 

8 - FIEDLER, Nilton Cesar, FERREIRA, Antônio Henrique S., VENTUROLI, Fábio et al. Evaluation of the demanded physical effort in ornamental nursery operations in the Federal District: a case study. Rev. Árvore, July/Aug. 2007, vol.31, no.4, p.703-708. ISSN 0100-6762.

 

9 - Cruz, Claudia Andressa; Rodrigues, Edna de Almeida ; Nagano, Marcelo Seido. Analise do relacionamento entre a gestão do conhecimento e as práticas para melhoria da qualidade: Estudo de caso em uma presa de alta tecnologia. Revista Gestão Industrial v. 03, n. 02: p.45-56, 2007. ISSN 1808-0448

  

10 - Carvalho, Maria Cláudia; Martins, André. A obesidade como objeto complexo: uma abordagem filosófico-conceitual.  Ciência& Saúde Coletiva vol.9 no.4 Rio de Janeiro Oct./Dec. 2004. ISSN 1413-8123

 

11 – Crispim, Aparecida; Zalcman, Ioná; Dáttilo, Murilo; Padilha, Heloisa Guarita ; Tufik, Sérgio; Mello, Marco Túlio. Relação entre sono e obesidade: uma revisão da literatura. Arq Bras Endocrinol Metab vol.51 no.7 São Paulo Oct. 2007. ISSN 0004-2730

12 – Mahan, LK, Escott SS. Alimentos, nutrição e dietoterapia. Energia pág. 20 capitulo II. 10ª ed. São Paulo: Roca; 2003.

 

 

13 – Barreto, Luiz Menna; Wey, Daniela. Ontogênese do sistema de temporização - a construção e as reformas dos ritmos biológicos ao longo da vida humana. Psicol. USP v.18 n.2 São Paulo jun. 2007.

  
 
  
 
 
14 -Nonino-Borges CB; Borges RM, dos Santos JE. Distúrbios Respiratórios do sono. Tratamento clínico da obesidade. Medicina (Ribeirão Preto) 39 (2): 246-252, abr./jun. 2006 Capítulo X.  

15 - Menezes, Cristiano Ragagnin; Durrant, Lucia Regina. Xilooligossacarídeos: produção, aplicações e efeitos na saúde humana. Cienc. Rural vol.38 no.2 Santa Maria Mar./Apr. 2008. ISSN 0103-8478

 

16 – Melo, Maria do Carmo Barros; Guimarães, Elizabet Vilar;  Torres, Márcia Regina Fantoni; Steiner, Sílvia Aparecida ; Figueiredo, Ricardo Castanheira Pimenta; Penna Francisco José. Constipação Intestinal. [site na Internet]; http://www.medicina.ufmg.br/edump/ped/constipacao.htm . Acesso: 28/03/2008. 

 

17- Polacow, Viviane O.; Lancha Junior, Antonio H.. Dietas hiperglicídicas: efeitos da substituição isoenergética de gordura por carboidratos sobre o metabolismo de lipídios, adiposidade corporal e sua associação com atividade física e com o risco de doença cardiovascular. Arq Bras Endocrinol Metab vol.51 no.3 São Paulo Apr. 2007. ISSN 0004-2730

 

18 – Gomes, Fabio da Silva. Frutas, legumes e verduras: recomendações técnicas versus constructos sociais. Rev. Nutr. vol.20 no.6 Campinas Nov./Dec. 2007. ISSN 1415-5273

 

19 - Geraldo, Paula Gines; Bandoni, Daniel Henrique; Jaime, Patrícia Constante. Aspectos dietéticos das refeições oferecidas por empresas participantes do Programa de Alimentação do Trabalhador na Cidade de São Paulo, Brasil. Revista Panamericana de Salud Pública/Pan American Journal of Public Health Volume 23, Number 1, January 2008 , pp. 19-25(7).

 

20 – Machado, Flávia Mori Sarti ; Simões, Arlete Naresse. Análise custo-efetividade e índice de qualidade da refeição aplicados à Estratégia Global da OMS. Rev. Saúde Pública vol.42 no.1 São Paulo Feb. 2008. ISSN 0034-8910

 

24 - Mahan LK, Escott SS. Alimentos, nutrição e dietoterapia. 10ª ed. São Paulo: Roca; 2003

 

 

 
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