Skip to content
Narrow screen resolution Wide screen resolution Auto adjust screen size Increase font size Decrease font size Default font size blue color orange color green color

Clínica Esportiva

Magnésio

No século XX houve um grande estímulo à atividade física, e o atleta passou a ser acompanhado e atendido como um grupo particular da população normal, muito exigida física e psicologicamente. Para que o atleta tivesse um desempenho melhor, foi necessário estudar a forma como o corpo humano organizava suas funções, a maneira como a energia surgia e como era utilizada. Assim, muitos estudos comprovaram que a nutrição era essencial para um ótimo desempenho físico. O monitoramento da ingestão de macro e micronutrientes é fundamental em atletas. 

 Os minerais são micronutrientes essenciais, encontrados na natureza, e que devem ser fornecidos pela dieta. Eles são encontrados no solo e incorporados às plantas durante seu desenvolvimento. Os animais obtêm seus suprimentos minerais das plantas que comem, enquanto os seres humanos os obtêm de alimentos de origem vegetal e animal.

O Magnésio (Mg) é um dos micronutrientes mais abundantes no organismo. Há um aumento do interesse pelo papel do Mg em estudos clínicos de nutrição e de fisiologia, pois ele afeta funções celulares, além de estar envolvido em situações clínicas como alcoolismo, hipertensão, doenças cardíacas e asma. Aproximadamente 30% do magnésio existente no indivíduo adulto esta nos mús-culos e 60% no esqueleto. Existem mais de 300 enzimas diferentes, distribuídas pelo organismo, que são ativadas pelo magnésio o que evidencia a sua importância no metabolismo humano. O magnésio é essencial ao metabolismo da glicose, à produção de energia celular, à síntese de proteínas e do DNA. Ele atua principalmente nos processos de relaxamento e contração muscular.

Foi constatado que os níveis de magnésio imediatamente após o treino são baixos. Por isso, é importante alertar os atletas a respeito da falta desse mineral, uma vez que atua no relaxamento muscular, ajuda a melhorar o desempenho e condições físicas do atleta.

As vitaminas e minerais são absorvidos no intestino, a ação do ácido fosfórico dos refrigerantes de cola no organismo, segundo um especialista, é altamente prejudicial, já que ele impede a absorção do magnésio reduzindo a fixação do cálcio dos ossos. Além disso ele é um corrosivo para as paredes estomacais e intestinais, prejudicando também a absorção de muitos outros nutrientes.

Na deficiência ocorre um aumento da irritabilidade muscular, arritmias cardíacas e tetania (contração muscular involuntária). Os sintomas de deficiência incluem apatia, fraqueza, tremor, além de cãibras (principalmente nos pés). A baixa ingestão pela dieta e a excessiva perda de Mg pela urina têm sido associadas com a elevação da pressão sanguínea, pois as baixas concentrações de Mg não conseguem bloquear o efeito estimulativo que o cálcio faz na contração muscular; o excesso de cálcio pode causar a contração do músculo das arteríolas, contudo, muitos estudiosos afirmam que a deficiência de Mg pode estar associada à doenças cardiovasculares.

A maior parte dos cientistas acredita que não há efeitos de toxicidade com a alta ingestão de magnésio, já outros dizem que o aumento moderado de magnésio no plasma pode causar náuseas, vômitos, hipertensão, bradicardia, sonolência, dupla visão e fraqueza.

O consumo recomendado de magnésio para dietas brasileiras é em média de 350mg/dia, dependendo do sexo e da idade do indivíduo. Pesquisas indicam que para o futebol, antes da temporada, a ingestão deve ser de 469mg/dia, e após a temporada 361mg/dia.

A suplementação de magnésio pode melhorar a função muscular, a hipótese é de que o magnésio estimulou a síntese de proteínas. Porém, o excesso de magnésio da dieta pode não ser absorvido quando o indivíduo possui níveis normais do nutriente. A recomendação é de 8mg/kg de peso/dia.

O magnésio é amplamente distribuído em fontes animais e vegetais, entretanto, as melhores fontes são os vegetais verdes folhosos, seguido por legumes, produtos marinhos, nozes, cereais e derivados do leite, banana, entre outros; a água também contém magnésio em sua composição. O álcool e a cafeína aumentam a excreção do mineral pela urina.

Alimento

Porção

Quantidade de Mg

Espinafre

3 colheres de sopa (75g)

65,25mg

Feijão preto

1 concha pequena (60g)

42,00mg

Laranja

1 unidade (160g)

22,26mg

Banana

1 unidade média (70g)

20,30mg

Leite de vaca integral

1 copo (150ml)

20,16mg

Escarola

1 prato de sobremesa (60g)

12,06mg

            Portanto, o magnésio é um mineral importantíssimo no nosso organismo, ainda que ele seja um micronutriente, ele é responsável por manter muitas funções do organismo humano. Como visto na tabela acima, não é difícil de se encontrar o magnésio nos alimentos que costumamos comer no dia a dia. Para que os atletas obtenham um bom desempenho, é necessário estar bem atento às quantidades ingeridas, não apenas do magnésio, mas de todos os outros nutrientes, que juntos formam um conjunto responsável por manter o corpo em equilíbrio e apto a realizar qualquer atividade!

 

Referências

BIESEK, S.; ALVES, L. A.; GUERRA, I. Estratégias de Nutrição e Suplementação no Esporte. Barueri, São Paulo: Manole, 2005.

COZZOLINO, S.M.F. Biodisponibilidade de Nutrientes. Barueri, São Paulo: Manole, 2005.

TIRAPGUI, J. Nutrição, Metabolismo e Suplementação na Atividade Física. São Paulo: Atheneu, 2005.

WILLIAMS, M.H. Nutrição: para saúde, condicionamento físico e desempenho esportivo. 5.ed. Tamboré, São Paulo, Manole, 2002.

Image
Priscila Tiemi Maeda
 

 

Clínica Esportiva
Nutrição e Personal Trainer 

 
< Anterior   Próximo >

Artigos relacionados

Estatísticas

Visitantes: 1415423

Login






Esqueceu sua senha?
Sem conta? Crie uma