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Clínica Esportiva

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Wanessa Carlson

Nutricionista Esportiva membro-fundador da Sociedade Brasileira de Nutrição Esportiva, colunista do site www.race.com.br fala  sobre a Glutamina e sua suplementação na área esportiva. 

A Glutamina pertence à categoria dos aminoácidos não essenciais, isto é, não tem necessidade de ser fornecida através da alimentação, já que nosso organismo a produz. Mas ao que tudo indica, exerce algumas funções reguladoras, proporcionando, por exemplo, efeito anticatabólico, acelerando a síntese protéica. 

Em casos de uma necessidade aumentada por fatores fisiológicos como:  exercícios intensos, e estressores, como queimaduras, cirurgias, câncer e aids, a demanda de glutamina fica aumentada, promovendo maior produção e conseqüente liberação de glutamina.

 Como recurso ergogênico, isto é, para promover um aumento da massa muscular nada está comprovado, porém estudos indicam que a suplementação com glutamina após o exercício, promove o acúmulo de glicogênio no músculo, durante a recuperação. Se lembrarmos que o atleta treina diariamente com pouco tempo para recuperação, nas fases de pico e pré-provas, ele poderá se beneficiar da sua suplementação. 

A produção de glutamina acontece primeiramente nos músculos, mas também ocorre no cérebro, pulmões, fígado e muito possivelmente, no tecido adiposo. Órgãos como rins, células do sistema imune e tracto gastrointestinal são consumidores de glutamina, enquanto que o fígado é o único órgão que a produz e consome. Pacientes que fizeram tratamento para úlcera, por exemplo, se beneficiaram da suplementação de glutamina, e em estudos com animais, a glutamina potencializou o efeito da quimioterapia. 

 O cérebro que é um importante produtor de glutamina, a utiliza para formação de neurotransmissores, que são vitais para transmissão de impulsos nervosos.  

GLUTAMINA E IMUNIDADE 

A glutamina é utilizada como energia pelas células do sistema imunológico, para formação de anticorpos. Anticorpos (linfócitos e macrófagos) são agentes que combatem infecções, e são beneficiados pela glutamina, já que esta possui um aspecto protetor, funcionando como combustível metabólico para as células debelarem as doenças.

 Em situações de overtraining, prática de exercícios prolongados e de alta intensidade, períodos pré-competições, há um aumento da concentração de cortisol (um hormônio que é produzido em situações de stress) , causando um aumento no fluxo de glutamina para fora do músculo. O resultado disso é que o indivíduo sofre uma imunosupressão (queda da sua imunidade).Com a queda de imunidade é freqüente o quadro de infecção no trato respiratório superior em maratonistas, triatletas, etc . 

Quanto à dosagem para suplementação na nutrição esportiva, cada caso é um caso, e dependerá muito da situação do atleta. Peça orientação à (ao) sua (seu) Nutricionista ou Médico Esportivo, que é quem melhor poderá orientá-lo.

Dra. WANESSA CARLSON

Nutricionista – CRN – 6358

www.wanessacarlson.ntr.br

 
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